MUDANÇAS

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                        Irmã Paola Moggi e Enrica Valentini 

Desde 1 de Novembro que a direção da Rede de Rádios Católica (CRN na sigla em inglês) mudou de mãos: Enrica Valentini substituiu Paola Moggi.

Com a mudança, a família comboniana passa a CRN para a responsabilidade da conferência episcopal dos dois Sudãos. Duas irmãs combonianas continuam a dirigir as rádios de Malakal e dos Montes Nuba. Os provinciais dos dois institutos combonianos continuam a fazer parte da Assembleia de Governadores da rede.

Enrica, 32, é uma voluntária italiana que veio trabalhar para a diocese de Wau há quatro anos através da Caritas. Começou e dirigiu a Rádio Voz da Esperança até assumir a direção da CRN.

Disse que quer dar continuidade à administração da Irmã Paola, mas reforçando o uso das línguas locais.

A Irmã Paola, Missionária Comboniana Italiana, dirigia a CRN desde finais de 2007.

Em Maio, o Padre José Vieira passou a direção da redação central da CRN para Alfredo Soka, um jornalista sul-sudanês que trabalha com ele desde 2011.

A CRN foi estabelecida pela família comboniana para marcar a canonização de Daniel Comboni, o fundador da Igreja no Sudão, a 5 de Outubro de 2003.

Rádio Bakhita foi a primeira estação a entrar no ar a 8 de Fevereiro de 2007 em Juba. Hoje é a segunda rádio mais ouvida na capital do Sudão do Sul atrás de Miraya, a rádio das Nações Unidas, e à frente da estação do governo e das rádios comerciais locais.

A CRN tem nove estações de rádio, oito no Sudão do Sul e uma nos Montes Nuba em território sudanês controlado pelos rebeldes do SPLA/M-North. As estações pertencem às despectivas dioceses e a rede em si à conferência episcopal.

Por José Vieira

Fonte:http://jirenna.blogspot.pt/2013/11/mudanca.html

Em família pelo mundo fora! Missionárias Combonianas mulheres consagradas para missão.

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    Perpetuam  o espírito e carisma do  fundador  Daniel Comboni. Estão espalhadas por África, Ásia, Europa, América e têm  como  missão dar a conhecer  a mensagem evangélica e levar conforto  aos mais necessitados.  Dentro  deste  último objetivo  concretizam  todo  o  tipo  de  trabalho  e  entrega, junto  dos mais novos,  a necessitarem  de cuidados  de saúde ou formação,  dos mais velhos,  dos doentes – de todos. Fazem tudo  o que  podem, com  os meios  de que  dispõem, para longe  de  casa e das  famílias biológicas combaterem a pobreza  e a injustiça, a maioria das vezes  pondo  em  perigo as próprias vidas. E isso não as assusta,  dá-lhes antes o  conforto   da  confirmação  do  caminho  que  escolheram para, contra  ventos  e marés,  semearem a mensagem profética  da  Igreja e  levarem  alegria e  valores para aliviar o peso  da opressão dos povos.  Seguem o exemplo  de Daniel Comboni,  filho de  uma  família italiana, de  Brescia, região da Lombardia. Gente  com  abundância  de afetos  e valores, mas sem  bens  materiais, camponeses pobres  ao serviço de um  senhor  rico, numa  aldeia italiana de  início do  século XX. Daniel Comboni  teve,  por isso, de  partir para Verona e de se afastar dos pais para fazer os estudos  num  colégio fundado por um sacerdote.    Acabou  por ordenar-se e partir numa  primeira missão para África, em concreto  Cartum, capital do Sudão.

“Teremos que sofrer, suar, morrer, mas pensar que se sofre e morre por amor de Jesus Cristo e da salvação das almas mais abandonadas do mundo é demasiado consolador para nos fazer desistir da grande empresa”.

Foi assim que desabafou, em carta escrita aos pais, o cansaço, o clima insuportável, as doenças, a pobreza e a morte de numerosos e jovens companheiros, dificuldades que não lhe roubaram o entusiasmo com que iniciara a missão. Regressado a Itália, depois de muita provação e profunda oração, elaborou um plano para a salvação de África, fruto da sua ilimitada confiança nas capacidades humanas e religiosas dos povos africanos. Apelou, em cada recanto da Europa, a bispos, reis e senhores ricos, e igualmente a gente modesta, para que todos pudessem sentir o dever de participar na ajuda aos povos da África Central. Foi assim que fundou em 1867 e 1872, respetivamente, os seus institutos missionários, masculino e feminino, posteriormente conhecidos como Missionários Combonianos e Irmãs Missionárias Combonianas. Às dificuldades do terreno somou muitas acusações de quem via nesta luta sem tréguas pela libertação africana uma postura demasiado arrojada e até paranoica. Mas, dizem os registos históricos, que “pelos africanos consumiu todas as suas energias” e que “lutou tenazmente pela abolição da escravatura”. Morreu no Sudão, na noite de 10 de Outubro de 1881. As suas ações heroicas foram então reconhecidas e os milagres operados acabaram por levar João Paulo II, em Outubro de 2003, a canonizar São Daniel Comboni

Irmã Suelyn, 29 anos nasceu do outro lado do Atlântico, no Brasil – Santa Catarina. A mais nova do grupo (talvez por isso, ao invés de dizer a data de nascimento como as restantes, tenha dito de imediato a idade). Ligada à formação de jovens, já como irmã, esteve numa comunidade, em Camarate, com a missão de apoiar especificamente imigrantes.

Irmã Maria do Carmo Bogo, natural de uma aldeia do concelho de Penedono, no distrito de Viseu. Nasceu em 1948, faz 43 anos de missão e esteve em África, mais concretamente em Eritreia. O Estado da Eritreia é um país localiza- do no Chifre da África, faz fronteira com o Sudão a oeste, a Etiópia ao sul e Djibouti a sudeste. O leste e nordeste do país têm um litoral banhado pelo Mar Vermelho, tendo contato direto com a Arábia Saudita e Iémen.

Irmã Maria de Lurdes Oliveira nasceu em 1951, natural de Vila Nova de Gaia – Grijó. Há 41 anos que faz parte da grande família das Irmãs Missionárias Combonianas. Já fez missão numa grande extensão do Brasil: desde o Estado de Espírito Santo, no sudeste, e Rondónia a Norte, até Humanitá, no interior do Amazonas. Tem a serenidade de quem diz nunca ter duvidado do caminho que escolheu fazer.

Irmã Maria Aurora Salgado Abreu é de Guimarães, nasceu em 1947. Deixou Portugal em 1969 e é consagra- da desde 1972. Cruzou-se com a Irmã Maria de Lurdes em Londres para onde foi aprender a língua inglesa e passou os últimos 13 anos na Escócia.

Feita a apresentação (de acordo com a foto no sentido contrário aos ponteiros do relógio – da direita para a esquerda), impõe-se a pergunta: como surgem em Cantanhede estas quatro Missionárias Combonianas, que embora pertençam à mesma família missionária e partilhem o mesmo ideal, têm percursos diferentes? Recuemos ao verão do ano passado, quando a irmã Ma- ria do Carmo esteve de férias na Varziela, na companhia da irmã Elvira, Missionária Comboniana também, natural daquela aldeia de Cantanhede e que já não estava há alguns anos com a família. Na altura, a irmã Elvira aceitou contar ao nosso jornal pedaços das suas vivências juntos dos índios da República do Equador, América do Sul. Foi então que surgiu o convite do padre Luís para que a irmã Maria do Carmo regressasse no ano seguinte. O desafio implicava a partilha de experiência com a comunidade local, desde os mais idosos, aos empresários, pequenos comerciantes, alunos e professores. Vieram de comunidades de Lisboa, Vi- seu e Porto, juntaram-se as quatro em Cantanhede e ficaram alojadas na casa paroquial de Outil, para cumprirem o que havia prometido a irmã Maria do Carmo. Aceitaram as ofertas generosas das gentes e receberam, gratas, os produtos da terra: não lhes faltaram as batatas, o azeite, o vinho (que foi alvo de respeitoso pedido de consentimento antes de ser oferecido, não fosse ser coisa interdita a freiras) e até uma receita especial de bacalhau, confecionado por uma senhora de Outil que as convidou para jantar. Falaram das suas ex- periências de vida por onde passaram, nas casas de família, lares e escolas e, no regresso, levavam um sentimento gratificante dos dias passados em Cantanhede.

Graça Cunha, texto e fotos

Comunicado dos Bispos de Moçambique

Matola(RV) – Os bispos moçambicanos, preocupados com a situação em que se encontra o país, emitiram no dia 7 de novembro um comunicado onde clamam pela paz e pelo respeito à vida. Leiam a palavra da Conferência Episcopal de Moçambique:

“Procuremos o que interessa à paz e à mútua edificação” (Rm14,19). Nós bispos católicos de Moçambique reunidos em Assembleia plenária na Matola, neste momento de dor, angústia e desespero do povo moçambicano causado pelo regresso à guerra no país, queremos unir a nossa voz a voz do povo que clama pela paz e respeito da sua vida.
Na nossa Nota pastoral de Agosto 2012,escrevíamos que o clima de intolerância e a falta de inclusão de todos os
cidadãos ameaçavam a paz conquistada com tanto sacrifício há 21anos.Moçambique encontra-se hoje numa situação em que a paz está a ser espezinhada.
Os acontecimentos das últimas semanas revelam que se optou por resolver as divergências pelas armas.
Angustiados, testemunhamos que está a ser derramado sangue inocente, seja de civis seja de homens em armas, todos
filhos desta nossa Pátria.
Voltamos a ver as tristes imagens de mulheres e crianças a abandonarem as suas casas e refugiar-se no mato; povo a sofrer porque
vítima de abusos e desmandos ligados ao clima de insegurança e agressividade que todo conflito acarreta.

O Povo quer a Paz. Por isso:Afirmamos que ninguém pode invocar o povo ou encontrar nele legitimidade para defender pelas armas
interesses de grupos ou pessoais.

Exigimos que pare imediatamente toda forma de hostilidade, confrontos armados e que se reabra o caminho do diálogo, fazendo
recurso a tudo e a todos quantos possam favorecer que o mesmo encontre espaço,seja sincero e efetivo.

Apelamos a todos os cidadãos para que não se deixem arrastar pelo clima de intolerância e violência que está a crescer no país.
Sejamos todos defensores deste bem precioso que é a paz, velando pelo respeito mútuo. Sejamos todos construtores de paz trabalhando por instituições respeitáveis e respeitadas.

Apelamos a quantos têm autoridade e tomam as decisões de ambas as partes envolvidas nos confrontos para que mandem parar todo acto de violência e agressão.

Apelamos ao senhor Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas que faça tudo quanto está ao seu alcance
para parar com os confrontos armados e crie condições reais para um diálogo
corajoso e concludente.

Apelamos à comunidade internacional, particularmente às representações diplomáticas em Moçambique e às empresas envolvidas no desenvolvimento do país a favorecer a construção da paz sem a qual, as conquistas destes últimos anos estariam postas em perigo.
Convidamos a todos os crentes a intensificar a oração pela paz.
Como bispos e como cidadãos,reiteramos a nossa inteira disponibilidade em fazer tudo o que as partes
diretamente envolvidas no conflito acharem legítimo e necessário solicitar-nos para que a paz prevaleça e seja consolidada.

Matola aos 7 de Novembro 2013   OsBispos católicos de Moçambique

+ Lúcio Andrice Muandula
Presidente da CEM
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/11/08/comunicado_dos_bispos_de_mo%C3%83%C2%A7ambique/bra-744744
do
site da Rádio Vaticano