MILAGRE DA PAZ

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O embaixador da Autoridade Palestiniana em Portugal, Hikmat Ajjuri, espera que o encontro de oração convocado pelo Papa Francisco para domingo, no Vaticano, realize o “milagre da paz” na Terra Santa.

As feridas entre palestinianos e israelitas têm décadas e continuam abertas. De um lado e do outro, não faltam razões de queixa. Em entrevista à Renascença, Hikmat Ajjuri acusa Israel de “destruir todas as iniciativas” diplomáticas para tentar resolver o diferendo e de utilizar “as negociações como fumo para encobrir todas as suas ilegalidades e irregularidades na Palestina”.

“Desta vez, o que nós precisamos é, talvez, de um milagre para resolver o nosso problema, uma vez que todas as iniciativas políticas falharam”, sublinha.

O encontro promovido pelo Papa Francisco entre o Presidente israelita, Shimon Peres, e o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, no próximo domingo, no Vaticano, é aguardado com expectativa.

Hikmat Ajjuri diz que o anseio de paz é grande e os palestinianos esperam que do Vaticano venham sinais de um futuro melhor, sobretudo para as novas gerações.

“Esperamos que Peres e Abbas, rezando no Vaticano, possam fazer esse milagre. Nós estamos na Terra Santa, nós acreditamos em milagres, nós acreditamos em Deus. Por que não acontecer este milagre depois desta oração? E especialmente através deste homem. Eu sei que ele é abençoado, estou a falar do Papa Francisco, e nós esperamos que o milagre que sai do Vaticano possa concretizar o sonho da solução de dois Estados, para que Israel e Palestina possam viver lado a lado”, afirma o embaixador palestiniano.

Papa trouxe esperança à Terra Santa
A peregrinação do Papa Francisco à Terra Santa foi uma viagem histórica a vários níveis. Na perspectiva do embaixador Hikmat Ajjuri, Francisco trouxe sobretudo muita esperança ao povo palestiniano.
Noticia publicada em Rádio Renascença

“Esta visita surgiu num momento em que o processo político falhou. Por isso, a oportunidade foi óptima, os palestinianos estão à espera que esta visita religiosa e de âmbito político lhes possa dar uma oportunidade e trazer uma esperança e apoio aos palestinianos que estão a sofrer por causa dos israelitas desde a criação do Estado de Israel em 1948”, afirma o diplomata.

Francisco considerou a sua peregrinação uma visita de carácter religioso, mas a visão do embaixador palestiniano sobre o périplo do Papa é diferente. “Quando o Papa pára, reza e se inclina diante do ‘muro do apartheid’ não é de todo religiosa. A sua oração diante do ‘muro do apartheid’ significa que ele apoia a decisão do Tribunal Internacional de Justiça de 2004 que declarou este muro ilegal e contra o Direito Internacional, bem como os colonatos judeus”, argumenta.

Hikmat Ajjuri considera que o Papa, “ao visitar os lugares santos em Jerusalém, ao visitar a Igreja do Santo Sepulcro e a Mesquita Al-Aqsa, também enviou outra mensagem aos israelitas e a todos, ou seja, que Jerusalém nunca será dos judeus”.

“A Terra Santa que é o berço das três religiões monoteístas, não pode ser apropriada por uma só fé ou religião e quem tentar apropriar-se da Terra Santa ou de Jerusalém, em particular, como acontece neste caso com Israelitas, isso brada contra a vontade e contra o desejo de Deus. Acredito que a visita a Jerusalém e, antes disso, a Belém é uma mensagem do líder da Igreja para todo o Mundo”, concluiu o embaixador da Autoridade Palestiniana.
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