Uma iniciativa interessante para o ano da Vida Consagrada

Vida Consagrada: Bicicleta de 12 lugares leva religiosos a pedalar por Portugal

Agência Ecclesia

20 de Agosto de 2015, às 12:29

Iniciativa itinerante quer «facilitar novos diálogos» no encontro com as pessoas

Lisboa, 20 ago 2015 (Ecclesia) – A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) vai apresentar vai apresentar esta sexta-feira um ‘velocípede de 12 lugares’ do Ano da Vida Consagrada, a partir das 15h30, no Lar Juvenil dos Carvalhos, Vila Nova de Gaia.

“Para além de ser um excelente e saudável meio de transporte, de (des)encontros, este velocípede de 12 lugares evocará outro grupo de apóstolos. Vai congregar consagrados(as) que desejem e puderem afetiva e efetivamente pedalar pelos caminhos lusitanos humano-divinos”, explica o presidente da CIRP.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, o padre Artur Teixeira adianta que nesta jornada vão procurar visitar os mosteiros de clausura e ainda os lugares “mais significativos na vida de mártires e santos/as” que os precederam na vida consagrada em Portugal.

Segundo o responsável, a bicicleta de 12 lugares é um “sinal itinerante” que “ousa facilitar novos diálogos” nos lugares da vida quotidiana dos cidadãos.

Neste contexto, os Institutos Religiosos e Seculares querem “ousar romper preconceitos” sobre quem são e o que fazem testemunhando a “genuína fraternidade, a desafiante multiculturalidade” e a “enriquecedora complementaridade na diversidade” através da “alegria” de seguirem Jesus Cristo.

Em pleno Ano da Vida Consagrada, vivido com o lema ‘Vida Consagrada na Igreja Hoje: Evangelho, Profecia e Esperança’, os religiosos vão manifestar a sua “dedicação ao próximo, exercitando a gramática da proximidade e contagiando o abraço de Deus para todos/as e para cada pessoa”, acrescenta o padre Artur Teixeira.

O programa da cerimónia de lançamento, esta sexta-feira, consta de uma breve apresentação da iniciativa, a bênção do “velocípede” e um “teste drive” pelos consagrados/as.

Confiantes na “proteção de Nossa Senhora de Fátima”, a meta desta viagem é o santuário mariano da Cova da Iria, onde esperam chegar a 7 de fevereiro de 2016, coincidindo com a peregrinação nacional de encerramento do Ano da Vida Consagrada em Portugal.

O presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal revela que estes contam com a “melhor cooperação” das autoridades rodoviárias e de segurança neste itinerário e com a “compreensão de todos quantos circulam nas estradas”.

O Ano da Vida Consagrada foi convocado pelo Papa Francisco no contexto dos 50 anos do Concílio Vaticano II e, em particular, dos 50 anos da publicação do decreto conciliar sobre a renovação da vida consagrada.

Uma iniciativa que pretende especificamente até 2 de fevereiro de 2016 ajudar institutos religiosos e seculares a concretizarem três grandes objetivos: “Fazer memória agradecida do passado; abraçar o futuro com esperança e viver o presente com paixão.”

CB/OC

Papa Francisco preocupado com as tragédias do mediterrâneo

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Vaticano

Refugiados: Papa pede resposta de «misericórdia» a tragédias no mar

Agência Ecclesia

20 de Agosto de 2015, às 11:39

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Vaticano divulga mensagem para celebração de 2016, inserida no Ano Santo Jubilar

Cidade do Vaticano, 20 ago 2015 (Ecclesia) – O Papa decidiu dedicar a celebração do Dia Mundial do Migrante e Refugiado 2016 ao tema ‘Migrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia’, inserindo-a no Ano Santo Jubilar que começa em dezembro.

Francisco “quer tornar presente a dramática situação de tantos homens e mulheres, obrigados a abandonar as próprias terras, e que muitas vezes morrem em tragédias no mar”, adianta o Vaticano.

Segundo o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI), da Santa Sé, a celebração do dia 17 de janeiro do próximo ano “insere-se logicamente no contexto do Ano da Misericórdia” convocado pelo Papa e que vai decorrer entre 8 de dezembro de 2015 e 20 de novembro de 2016.

Para o Vaticano, há o “risco evidente” de que este problema “seja esquecido”, pelo que se deseja relacionar “o fenómeno da migração com a resposta dada pelo mundo e, em particular, pela Igreja”.

“Neste contexto, o Santo Padre convida o povo cristão a refletir durante o Jubileu sobre obras de misericórdia corporal e espiritual, entre as quais se encontra a de acolher os estrangeiros”, acrescenta a nota oficial.

O CPPMI oferece algumas indicações para a celebração do Jubileu a nível diocesano e nacional, o “mais próximo possível dos migrantes e refugiados”, determinando que o evento jubilar central seja o próximo 17 de janeiro.

A Santa Sé determina que “as dioceses e comunidades cristãs que ainda não o fazem, programem iniciativas, aproveitando a ocasião oferecida pelo Ano da Misericórdia” para sensibilizar as comunidades cristãs sobre o fenómeno migratório e promover “sinais concretos de solidariedade”.

O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado surge, na Igreja Católica, com a carta circular “A dor e as preocupações”, de 6 de dezembro de 1914, na qual a Santa Sé pedia, pela primeira vez, a instituição de um dia anual de sensibilização sobre o fenómeno da migração e a promoção de uma coleta em favor das obras pastorais para os emigrantes italianos e para a preparação dos missionários da emigração.

OC

Indios Pataxó-Bahia- Brasil sofrem violência

“Estamos assim, sitiados. A noite virou um terror: ninguém sai de casa, as crianças são colocadas nas caixas d’água e quem não se sente protegido some no mato”, diz liderança Pataxó
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Por Renato Santana, Assessoria de Comunicação – Cimi

“Os pais colocam as crianças dentro de caixas d’água e dormimos pelos cantos das casas feitas de pau a pique. Toda noite tem sido assim, depois que os ataques começaram”. A situação é contada por R, indígena Pataxó da aldeia Cahy, Terra Indígena Mexatibá, no extremo sul baiano. Desde o último dia 11, a comunidade composta por 72 famílias vem sendo, dia após dia, incendiada, atacada e os indígenas ameaçados, além de ofendidos racialmente. Nem mesmo a escola indígena foi poupada dos ataques.

Na primeira agressão, homens armados invadiram a aldeia e atearam fogo na maloca de artesanatos e objetos de uso tradicional e religioso. O atentado ocorreu na madrugada do dia 11. Na ocasião, dispararam com pistolas contra as casas de pau a pique, que ladeiam uma rua retilínea de terra. Nos dias seguintes, de forma ininterrupta, até a noite desta segunda-feira, 17, homens em motos passaram a percorrer o trajeto da rua atirando contra as moradias.

“Estamos assim, sitiados. A noite virou um terror: ninguém sai de casa, as crianças são colocadas nas caixas d’água e quem não se sente protegido some no mato. A gente dorme cada dia num canto, onde cada um pensa que os tiros não chegam”, conta J. Pataxó. Conforme os indígenas, as ações são em represália à identificação territorial – ocorrida no final de julho. “A Funai, depois de tanto tempo, não aprendeu que não adianta só publicar, e com muito custo, que a terra é nossa. Nessas bandas aqui papel não significa nada. Precisa proteger, trazer a Polícia Federal, tirar os invasores. Porque aqui temos paus e flechas. Dá contra arma de fogo?”, questiona a indígena. Pela manhã, quando saem das casas, recolhem as “cascas” dos projéteis disparados pelos pistoleiros, noite afora. As cascas, as marcas de tiro, a apreensão: está tudo lá para quem quiser conferir, diz J. ao pedir que as autoridades confiram de perto os relatos.

Depois de duas decisões da Justiça Federal pela reintegração de posse das aldeias Cahy e Gurita, a Funai publicou o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena Mexatibá, anteriormente chamada de Cahy-Pequi, situada no distrito de Cumuruxatiba, município de Prado (BA). O que fora motivo de alegria aos Pataxó, ansiosos pela publicação da identificação desde 2013, passou a ser motivo de ódio aos que reivindicam o território tradicional como propriedade. Porém, boa parte dessas ocupações, conforme os indígenas, são irregulares, ou seja, consideradas de má-fé não serão indenizadas.

“Aqui tem lixão, assentamentos do Incra com lotes comprados por terceiros, fazendas, retirada ilegal de areia e madeira, resorts, hotéis. Boa parte sem título de posse, quando muito com contrato de compra e venda. Avisamos que essa gente que não deve ter direito de indenização ia reagir”, conta D. Pataxó.

Ameaças e denúncias

Os Pataxó afirmam que ofensas e ameaças são feitas por dois indivíduos, um homem e uma mulher, que se dizem donos de parte das terras onde a aldeia Cahy está instalada. Ambos costumam passar na aldeia para desferir injúrias, ameaças e destilar ódio. A mulher, chamada Catarina Azevedo Pompeu, reivindica a área onde aconteceu o incêndio da maloca de artesanatos, como aponta a Funai. Catarina é dona de um estabelecimento hoteleiro que invade a terra indígena.

Todavia, os Pataxó não sabem quem são os mandantes dos ataques. “Não temos inimigos. Parte da aldeia Cahy, inclusive, está numa área inutilizada. Não tem pasto, plantação. Nada. A gente pensa que querem erguer alguma coisa aqui, pois está ao lado da rodovia. Agora são muitas ocupações não-indígenas no território tradicional. Então não dá para saber quem são os pistoleiros ou quem os está mandando atacar a aldeia”, explica D. Pataxó. Os indígenas pedem proteção e investigação por parte da Polícia Federal, pois os crimes ocorrem dentro da terra indígena e a Polícia Civil não demonstra empenho em fazer o inquérito apontar os responsáveis – há indícios sobre a participação de policiais nos ataques.

Um documento foi enviado ao Ministério Público Federal (MPF) relatando a situação e solicitando às autoridades providências quanto à proteção da comunidade. A Polícia Civil esteve no local para realizar perícia técnica. A Funai visitou a aldeia, mas sem a Polícia Federal e ainda não informou quais medidas serão tomadas para garantir a proteção da aldeia. “Enquanto isso, seguimos aqui no terror, mas não vamos sair. Passamos por isso várias vezes. Já fomos atacados, assassinados, espancados, xingados. Branco não entende que queremos o que é nosso. Bisavôs e os mais lá atrás nasceram e se criaram tudo aqui. Viver na cidade para as crianças é ruim, olha como é que o branco é. E o índio é besta de querer isso para o próprio filho?”, declara J.

Escola atacada

Na aldeia Cahy está a escola indígena. Única construção de alvenaria, sofreu um ataque há poucos dias. Na estrutura, são atendidas 270 crianças, sendo 80 delas da própria aldeia. As aulas estão comprometidas pela insegurança e pelo medo. “Estamos ilhados aqui. A escola, daqui a pouco, vai servir apenas para se proteger dos tiros. As autoridades demoram para agir. Ficamos anos esperando pela publicação da identificação e agora parece que serão mais alguns anos para que possamos viver em paz, com nossa terra identificada”, lamenta R. Pataxó.

De acordo com o presidente da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí), o antropólogo e indigenista José Augusto Sampaio, em nota publicada na última semana e com base em denúncia dos indígenas atestada também pelos servidores locais da Funai, “na própria semana de publicação do relatório de identificação, pistoleiros e supostos policiais atacaram a própria escola indígena da comunidade, numa ação que teria sido demandada e comandada pelo servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Geraldo Pereira, chefe do Parque Nacional do Descobrimento, que também incide sobre a terra indígena”. A pressão do ICMBio sobre os indígenas não é novidade, sendo alvo de mediações realizadas em Brasília e ações na Justiça.

Por trás de todos esses ataques, indígenas, servidores da Funai, antropólogos e os missionários indigenistas do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização que trabalha junto aos Pataxó, são categóricos: tratam-se de interesses tanto de poderosos fazendeiros quanto de especuladores que enxergam nos 28 mil hectares reconhecidos pelo Estado como do povo Pataxó um espaço para a exploração turística, entre outros negócios privados. Com a identificação do território, a tática agora se concentra na intimidação pela violência e ameaças.

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(Da Nota da CEP sobre o Ano da VC)

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

FELIZES OS QUE OUVEM A PALAVRA DE DEUS E A PÕEM EM PRÁTICA.
“FELIZ AQUELA QUE TE TROUXE NO SEU VENTRE!”
Irmãos: Quando este corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: “A morte foi absorvida na vitória. Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?”. O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.
(Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios)
Dia d’Assunção de Maria ao céu, dia de tantas festas Marianas por todo o território de Portugal. Viva Maria!!! Nossa Mãe que subiu ao céu em Corpo e alma!!! Mas continua a não esquecer os seus filhos da terra, com a sua ternura de Mãe. Obrigada Maria que estás no céu mas com o Coração e os olhos fixos nos teus filhos e filhas na terra.
AVÉ MARIA!
Ir. Lurdes Ramos