A «Sua» e a «nossa» Transfiguração

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É necessário que o Filho do Homem sofra muito, seja rejeitado … seja morto e ressuscite ao terceiro dia (Lc 9,22).
Jesus tem plena consciência de que a sua vida corre perigo. Pairam nos ares ameaças de morte contra Ele. Perante a solidão o desprezo e o desencanto, Jesus toma consigo a Pedro, Tiago e João e sobe à montanha para orar.
O monte é a terra mais próxima do Céu. Leva consigo três dos seus discípulos, os mesmos três que convidará a orar e a vigiar com Ele, no Horto das Oliveiras, na noite da Sua Paixão.
Enquanto orava, o aspecto do seu rosto se alterou, Suas vestes se tornaram de fulgurante brancura.

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A Oração consiste em permanecer disponíveis para Deus tomando consciência de que somos mendigos da Luz. As vestes refulgentes de Jesus são sacramento da nova Criação à qual somos destinados graças à sua Páscoa que nos devolve a inocência, nossa veste primordial.
É este o feliz destino da humanidade e da inteira criação.
Quando experimentamos que esta vida se faz breve somos atraídos rumo à Sua Transfiguração, no ardente desejo de recria-la em todo o seu esplendor.

E eis que, dois homens conversavam com Ele, eram Moisés e Elias, que aparecendo envoltos em glória, falavam do Seu Êxodo que se consumaria em Jerusalém. 

A Transfiguração confirma-nos que nada se perde, e que estamos em contacto com aqueles que nos precederam. A relação com aqueles que amamos não se interrompe, antes pelo contrário, faz-se mais luminosa, mais pura e mais próxima, ao superar os confins do tempo.

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Somos Herdeiros da Vida Eterna, que nos veste com a beleza de Deus e nos nutre com a sua Vida. Temos por garantia o Seu Amor fiel através do qual, para além da morte, nos introduz nos espaços da Beleza e da Luz.
Pedro e os seus companheiros embora pesados pelo sono viram Glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Pedro não contem o seu entusiasmo: Mestre é bom estarmos aqui!

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A nossa verdadeira e natural morada é a presença de Deus. Felizes os que moram na vossa casa Senhor. Canta o salmista. Ainda falava quando uma nuvem os cobriu e os discípulos se atemorizaram. Da nuvem, porém, veio uma voz dizendo: Este é o meu Filho, o Eleito, ouvi-O. Ao ressoar essa voz Jesus ficou sozinho…. Os discípulos mantiveram silêncio.
Um silêncio que protege e guarda aquela visão e aquela voz no recôndito do coração.
Não obstante as sombras, tornar-se-á cada dia mais belo este caminhar na sua presença, onde já experimentamos a pura felicidade de pertencer a Deus. (Cf. Lc 9,22; 28-38).
Irmã M.ª do Carmo Bogo
Tlm: 969 674 952 |mariadocarmobogo@gmail.com
http://www.comboniane.org
Blogue: irmascombonianas.wordpress.com

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