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IRMÃS MISSIONÁRIAS COMBONIANAS Testemunhas e herdeiras de uma história de 140 anos!

 

 A nossa história teve início a 14 de Setembro de 1872, quando três jovens entraram na nossa casa mãe em Verona (Italia), respondendo ao  chamamento que receberam através das palavras do missionário da África, S. Daniel Comboni. Desde então, muitas outras jovens acolherem o chamamento do Senhor com o seu “SIM” a Deus e à missão para toda a vida.

A pequena semente cresceu e se tornou uma grande árvore cujos ramos se estenderam em África e nos outros continentes. 
Nestes 140 anos, Deus fez maravilhas através da “miracolosa fraqueza” de mulheres da nossa história: preciosa história da qual fazemos memória para partilhar com todos, este grande Dom do Senhor e manter viva a paixão missionária comboniana que brota do coração de Cristo Bom Pastor, e abraça os irmãos do mundo inteiro.

Em Portugal estamos presentes em Viseu, Porto e Lisboa / Camarate

Uma nova etapa!

“Vivendo com autenticidade o amor, cresçamos em tudo até Cristo.”                                                                       (Efesios 4, 15).

No dia 9 de Outubro, vésperas da Festa do nosso Fundador Sao Daniel Comboni, celebrámos a nossa entrada oficial no postulantado das Irmãs Missionárias Combonianas, “Pie Madri della Nigrizia”, na capela da nossa comunidade de Granada em Espanha.

Acompanharam-nos fisicamente as irmãs que compõem a comunidade formativa, Ir.Palmira e Ir.Cidália e Mari Luz em espírito, a provincial Ir. Ida Colombo, algumas irmãs da comunidade de Madrid, Silvia, Omaira e Pino e dois combonianos, P. Ángel e o Irmão Pablo. Em espírito, sentimo-nos acompanhadas por todas as irmãs da Congregação, assim como por todos os nossos familiares e amigos.

Foi uma cerimónia simples e bonita. Nela acolhemos as palavras de Jesus que nos pergunta: Que buscáis? e que nos convida a ir a sua casa e a ver, sentindo que, este convite espelha parte do que é a experiência do postulantado. Escolhemos como lema para este início, uma frase de Sao Paulo que está na carta aos Efesios, que nos chama a viver com autenticidade o amor de Jesus para, em tudo, crescermos até Ele. Entendemos que, não se pode viver como cristãos sem nos enraizarmos na autenticidade desse amor que se configura na nossa história vocacional e que queremos que seja o fundamento do nosso sentir comunitário. Tudo o que explicitamos anteriormente, podemos resumir com uma expressão de S. Daniel Comboni: Com os olhos fixos em Jesus, amando-o ternamente. É assim que pretendemos caminhar nesta etapa da nossa vida, com tudo aquilo que somos, posto à disposição de Deus e da Missão.

Como símbolos escolhemos uns olhos, umas mãos e um coração. Enquanto estais a ler, parai um instante. Fechai os vossos olhos, elevai as vossas mãos ao céu e senti o palpitar de vosso coração. Olhos, mãos e coração … Para quê? Os olhos, fixos em Cristo, para vê-Lo e para contemplar o mundo como Ele o fez. As mãos para dar e acolher, para orar e trabalhar, para abraçar todas as realidades que cruzem o nosso caminho. O coração apaixonado, batendo ao ritmo do amor por aqueles que estão mais sedentos de Deus.

Para começar a comover nossas entranhas diante de um mistério de amor tão grande como é o da Cruz, recebemos uma cruz missionária, com as cores dos cinco continentes. Estas também nos recordam que, a nossa vocação é a missao ad gentes, de anúncio a todos os que ainda nao conhecem a Cristo.

Terminámos cantando com Maria, nossa Mãe, Alma Misionera e convidamos a todos a unirem-se a nós, com uma só voz e cantar:

Llévame donde los pueblos necesiten tus palabras,

necesiten, tus ganas de vivir. Donde falte la esperanza,donde falte 
la alegría,simplemente, por no saber de ti.

Ah!! Depois da celebração partilhamos um jantar delicioso, com a sala muito bonita, enfeitada,  sendo esta a cereja em cima do bolo, nesta noite de festa.

Esperamo-vos em Granada para podermos partilhar a alegria que vivemos.

E que São Daniel Comboni interceda sempre por todos nós.

Até qualquer dia.

          Joana e Beatriz

 

Encontro sobre a Pastoral da Estrada e da Rua, em África e Madagáscar, realizado na Tanzânia.

A nossa irmã, Expedita Perez, conta-nos a sua participação no Encontro sobre a Pastoral da Estrada e da Rua, em África e Madagáscar, realizado na Tanzânia.

“Foram dias intensos, estes, cheios de conteúdos, de experiências partilhadas, de dor e também de esperança.”

Organizado pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Imigrantes e dos Refugiados, realizou-se em Dar es Salaam, capital da Tanzânia,  de 11 a 15 de Setembro 2012, o encontro intercontinental sobre a Pastoral da Estrada/Rua, para a África e Madagáscar, no qual participei a pedido do nosso Conselho Provincial do Egipto, onde me encontro em missão, uma vez que o meu trabalho é com os refugiados Sudaneses.

Éramos 87 pessoas: leigos/as, religiosos/as, sacerdotes e bispos, que trabalham em 30 países de África e Madagáscar.

O tema baseou-se na citação bíblica dos discípulos de Emaús:

“Jesus aproximou-se e começou a caminhar com eles”    Lc 24, 15

Seis relatores, nomeadamente do Vaticano, República Democrática do Congo, Benim, Nigéria, Zimbábue e África do Sul e duas apresentações especiais, o ITF Departamento dos Transportes Internos de Londres e a IOM (Organização Internacional para a Migração) na África do Sul, foram-nos pouco a pouco introduzindo nas seguintes realidades:

  • O documento “ Orientações para a Pastoral da estrada e da rua” da Exortação Apostólica Pós Sinodal “Africae Munus”;
  • A situação e necessidades dos condutores de camiões e contentores;
  • A dramática realidade do tráfico humano/ sexual de mulheres e crianças e o tráfico de orgãos humanos… vistos como uma nova forma de escravidão;
  • O fenómeno das crianças de rua.

Todas estas realidades foram ainda mais explícitas com a partilha pessoal de seis dos participantes em particular e a nossa, todos/as os outros participantes, com cinco minutos cada, para apresentar o próprio trabalho pastoral nestes sectores, seguindo-se três trabalhos de grupos.

Vimos a história destas situações em Àfrica e Madagáscar, as possíveis causas, o que até agora se fez a nível de igreja e das estruturas civis, o que se poderá fazer a estes dois níveis, e a mais valia e necessidade premente, de trabalhar em rede.

Pessoalmente conhecia algo desta realidade, porém estes dias fiquei mais consciente do drama, ou melhor, da tragédia que muitas mulheres e crianças estão vivendo ainda hoje em África, neste âmbito

Parecia-nos  impossível que hoje em pleno século XXI existisse tanto sofrimento deste género, tanta injustiça, tanto egoísmo e maldade por parte de quem torna possível esta realidade; e por outro lado tanto silêncio por parte de quem conhece a mesma realidade, por parte de quem foi eleito para defender os direitos e bem estar do seu povo e ,às vezes por parte de gente de boa vontade que vive “fechada “ no seu pequeno mundo que com o seu silêncio, colabora inconscientemente .

 Irmã Patrícia Ebegbulem, nigeriana, membro do Comité de Apoio para a Dignidade da Mulher e membro da Rede Internacional contra o tráfico Humano, representando a sua Congreggação, Irmãs de S. Luís,  partilhou connosco:

  • Na relação anual da TIP ( Organização Internacional do Tráfico de Pessoas) de Junho de 2011 se fala de 12,3 milhões de pessoas traficadas.
  • 80% destas pessoas são mulherese crianças. Segundo as Nações Unidas, o lucro anual gerado pelo tráfico de pessoas é de 32 bilhões de dólares.
  • Na Europa, segundo a IOM ( Organização Internacional para a Migração) 500.000 mulheres e menores, circulam pelas nossas estradas e ruas.
  • Nos estados Unidos, segundo a CIA, se calculam entre 50.000 a 100.000 as mulheres levadas para lá, para exploração sexual.

Falou-nos ainda da urgência de não aceitarmos a tão famosa frase: “a prostituição é a mais velha das profissões…” ou  a “ mais rentável”.Um trabalho que destrói a pessoa humana, não pode ser considerado trabalho! Nunca!

Por sua vez Mons. Robinson Wijesinghe, do Pontificio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Pessoas Itenerantes, disse-nos que se calcula em 150 milhões o número de meninos de rua, dos quais 40% não têm um lugar e os outro 60% trabalham na rua para ajudarem as suas famílias.

Outra verdade dura de aceitar é o tráfico de órgãos  Se acaba com o direito à vida de muitos irmãos e irmãs para favorecer a vida de outros? Como é possível que esta não lógica possa habitar num coração humano?

Devo também dizer que junto destes números e estatísticas, com rostos e nomes, vimos quanto trabalho se tem feito e faz, muitíssimas vezes no silêncio mais absoluto, para melhorar a vida destes irmãos e irmãs, para denunciar as suas tragédias e transformar o coração daqueles que são causa de tanto sofrimento.

Faço-vos um convite forte: procurar informações sobre o tráfico de pessoas e o tráfico de órgãos,  dar a conhecer esta problemática, procurando possíveis soluções ou recursos que possam ser de ajuda para acabar com esta tragédia.

Para tal deixo-vos alguns endereços de páginas web onde podeis encontrar mais informação:

www.anaht.net;www.solwodi.de; www.talithakum.info; www.renate-europe.net

Projeto Solidário/JIM 2012-2013 Instituto Daniel Comboni e Creche P. Ezequiel Ramin

OBJETIVOS

* Participar nas JMJ no Rio de Janeiro;
* Viver a missão como voluntário, num projeto
social numa missão comboniana;
* Apoiar o projeto de Salvador-Bahia.

PROGRAMA
. Encontros de formação(Carisma missionário da Igreja/Inculturação/ Espiritualidade comboniana/ Vivência comunitária/
Testemunhos/Informações)

21 de Outubro – Domingo – Lisboa
28 de Outubro – Domingo – Porto
1 e 2 de Dezembro – Porto
24 de Fevereiro – Lisboa
Páscoa Missionaria 24-31 Março 2013
25 a 28 de Abril – Porto
25 e 26 de Maio – Lisboa
. Acompanhamento individual

CONDIÇÕES: 18 anos e compromisso.
CONTATA: betalmendra@gmail.com – 913482373

Situação Social, geográfica e económica:
. Bairro social do Alto do Coqueirinho, nos subúrbios deSalvador;
. Populaçao de 45.000 habitantes;
. Maioria das famílias sao destruturadas,existindo muita violência doméstica;
. Saneamento básico (água e luz) é precário;
. A droga e a violência sao dos problemas mais graves,atingindo os adolescentes e pré-adolescentes.

O Instituto Daniel Comboni e a creche atendem:
. 97 crianças dos 3 aos 6 anos;
. 80 adolescentes dos 12 aos 15 anos;
. 80 jovens dos 16 aos 24 anos.

Testemunho de uma irmã Comboniana |Ir.Rita Saccol

Atualmente estamos em campanha eleitoral e apoiamos Pelegrino que é um homem sério e ao lado dos pobres.
O atual presidente da junta acabou com as escolas comunitárias, com a ajuda das cáritas, com os postos de saúde um verdadeiro desastre. As escolas municipais fizeram greve por 6 meses. Você imagina a situação: Já não sabem ler e nem fazer uma redacção…
e todo mundo passa no final do ano!As nossas crianças saem da creche e são colocadas na terceira classe,porque sabem ler… nós insistimos com as mães e professoras que sigam suas etapas normais…
Quanto aos serviços médicos e sociais pouca coisa avançou:falta de assistência medica, materiais e medicamentos…
A violência é de assustar. Três mortes por dia na Baixa do Tubo…
Em frente à creche queremos construir uma capela dedicada a São Daniel Comboni, desejando contribuirpara a comunhão e paz neste bairro através das celebrações eucarísticas. Pois por agora celebra- mos uma vez por mês a missa nas casas de algumas família

Custos Financeiros                                         Euros
. Alimentação                                                  7.870
. Material didático                                         1.970
. Despesas administrativas                            786
. Formação para educadores                    1.180
. Apoio económico/educadores             3.934
TOTAL            15.730

Ideias!propostas para as comunidades! escolas:
. Campanhas de advento e quaresma
. Exposição
. Peditórios
. Venda de bolos
. Concertos
. Conferências
. Trabalhos remunerados

As inscrições estão abertas … 21 de outubro o encontro

é da parte da tarde em Lisboa