Se tivesses mil vidas que farias?

«Eu ouvi a voz do Senhor que dizia: “A quem enviarei e quem irá por nós?” Eu respondi:

“Aqui estou Senhor, envia-me!”» Is 6,8

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Acordei com a adrenalina à flor da pele como uma miúda apaixonada que se vai encontrar com alguém que só ela conhece.

Senti-me como uma peregrina a palmilhar uma quantidade de quilómetros. Fazer todo aquele caminho de ida para Granada (Espanha) com a alegria do principiante que vai apenas para absorver tudo o que lhe vão dar, sem sono, sem temor, como se apenas chegar e viver fosse o essencial.

Mas que dom maior e mais valioso podíamos ter pedido a Deus, senão a vida? E é por esta ser tão preciosa e especial que Deus nos deu apenas uma. Mas foi também por isso que nos enviou o Seu Filho Jesus para nos ensinar a viver «essa vida» em abundância, ou seja, como «se fossem mil»! Jesus, narrando a parábola dos talentos (Mt. 25,15), mostra-nos como fazer render os dons recebidos, ou seja, os talentos, dando muitos frutos, até «mil por um»!!

Este retiro revelou-me muitos aspetos importantes acerca de mim mesma porque fui convidada a mergulhar no mais profundo do meu ser e ali descobrir não somente as propostas do Senhor, mas também a minha disposição para as acolher. E aqui é que as coisas se complicam… No bom sentido. Passei uma vida a pedir pelas vocações, pelos jovens, pela conversão, a ser «Homem Novo», a estar «Alerta para Servir»… E quando Deus me oferece tudo o que lhe peço, tenho medo e ignoro, fingindo que isso não é para mim, mas sim para outros jovens, para outras gentes. Mas como disse a irmã que nos testemunhou a sua história via Skype: «Irmãs, o medo paralisa! Não tenhais medo!»

Foi um encontro para olharmos para nós, e sobretudo para Deus! Um encontro para parar, escutar e rezar… para «tirarmos das nossas mochilas» tudo o que nos impede de caminhar com Deus na nossa vida!

Um encontro para conhecer melhor Comboni, o seu Instituto e a história das suas primeiras irmãs. Um encontro de troca de experiências, de vivência em comunidade, de partilha de histórias e de enriquecimento com o que é diferente mas igualmente belo. Foi um tempo de oração, formação, partilha, convívio…

Tivemos a graça de conhecer pessoas fantásticas neste retiro. Pessoas que me incentivaram a «pular a prancha e entrar na água daquela piscina».

Afinal, para quê tantas dúvidas e tanto medo? A vontade de Deus nunca me levará aonde a Sua Graça não me possa proteger. Deus só quer que sejamos felizes! Não quero pôr em causa uma vida na eternidade por meia dúzia de anos na Terra.

Susana e Rita

“Pian piano si vá lontano” “Devagar, devagarinho, se vai longe”

Cracóvia

 

Na cidade de João Paulo II, Cracóvia, um encontro com um sério ritmo de trabalho, muita partilha e caraterizado sobretudo pela escuta e atenção ao outro, criando-lhe espaço em… nós, para perceber o seu ponto de vista, para se avançar nos caminhos da missão, como leigos: juntos, em comunhão na diversidade de cada país! Encontro em que tive a graça de participar, (representando as irmãs combonianas, como convidadas) das equipas coordenadoras dos países da Europa, dos Leigos Missionários Combonianos. Olhando para trás, (o encontro foi já no passado fim de semana), uma dupla alegria me dança no coração: Este modo de fazer espaço ao  outro na escuta, na atenção no respeito, que se tornam mais importantes que os muitas vezes ameaçadores timings, é por si só um dos paradigmas importantes da  missão. Se o vivemos entre nós, mais conatural se tornará com todos os povos, todas as gentes, em todas as latitudes. E depois o ter “conhecido…” (dois dias é nada …) a terra, a cidade as pessoas, daquele homem “que vem de longe”. Cracóvia é linda, fala da identidade de um povo belo como a sua cidade, onde as construções muito específicas se entrelaçam com o verde das plantas e das árvores, recebendo vida do rio Vístula que a atravessa. Se linda é a terra, a sua riqueza são as pessoas que pude encontrar; em particular aquele grupo de jovens que partilharam connosco aqueles dias: acolhedores, um acolhimento feito de discrição, de detalhes, atenção e ação, jovens que vieram de longe, alguns deles. Jovens empenhados, que rezam, também com a vida, com uma postura própria de um povo que sabe o que quer, que sabe conjugar pos modernidade com os valores pelos quais pautam as suas vidas, sabendo fazer as justas prioridades depois de terem conhecido outros mundos (muitos deles já fizeram Erasmus em cidades do ocidente). Parafraseando Comboni: Polónia é a pérola branca que faltava na coroa que são os Leigos Missionários Combonianos, e que agora está, com toda a sua beleza.

 Carmo Ribeiro
Missionária Comboniana

JOVENS A ANUNCIAR A BOA NOVA!

 

ImagemNo passado domingo, 7 de abril de 2013, alguns jovens da nossa paróquia participaram nas atividades dinamizadas pela diocese do Porto, no âmbito do Dia Diocesano da Juventude – DDJ.

O principal objetivo desta vista a Vila D’Este em Gaia, era anunciar a Boa Nova da Ressurreição de Cristo Nosso Senhor. Já que pelas palavras do Papa Emérito Bento XVI:” Ide e fazei discípulos entre as nações” (Mt 29, 18) com vista a preparação nas Jornadas Mundiais da Juventude, que este ano se realizarão no Rio de Janeiro.

Neste grande encontro estiveram presentes jovens das Vigararias de Gaia Norte, Gaia Sul, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto Nascente, Porto Poente e Valongo. Uma das únicas condições para a participação ativa era levar algo para o “Cabaz com Coração”.

Esses cabazes que continham bens de primeira necessidade foram entregues a 20 famílias carenciadas. É muito bom saber que um pequeno gesto pode ajudar tantas pessoas.Imagem

Além dos cabazes, os jovens participantes foram distribuídos por 52 grupos, para que conseguissem abranger todo o bairro aquando da Visita Pascal. Fomos sempre muito bem recebidos por aqueles que desejaram saber a Boa Nova, que Cristo tinha ressuscitado e estava vivo.

Depois deste momento de evangelização seguiu-se a Eucaristia, na qual esteve presente o Padre António Bacelar, bem conhecido desta paróquia.

puzzle DDJ111Foi no final da eucaristia que foi desvendado o “puzzle” que refletia as bem-aventuranças. Cada uma trabalhada por uma das vigararias.

Depois do almoço partilhado seguiu-se um momento formativo, com testemunhos de vida e de serviço. Seguindo-se momentos menos formais, como o concerto-oração pela banda “Missio” e com a colaboração de todos os presentes.

Foi, sem a mínima dúvida, uma experiência de convívio, amadurecimento e de ajuda ao próximo.

Mariana Silva (do grupo de preparação para o Crisma)