Campo de Verão’ “Mendicanti di Passione per Dio e per l’umanitá”,

cartaz  Jovens apaixonados por Cristo… a caminhar nos passos de São Daniel Comboni, “a mendigar” a sua PAIXÃO por Deus e pela humanidade. Tens uma idéia melhor?

Do 5 ao 13 de agosto tem tido lugar um ‘Campo de Verão’ muito especial com o título “Mendicanti di Passione per Dio e per l’umanitá”, quarenta e sete jovens (uns de idade e os outros de espírito) vindos da Inglaterra, de Portugal, da Espanha, do Brasil, da Colômbia, da Itália e da Malásia. Passando pelos lugares onde Comboni viveu a sua infância e juventude.

O ponto de partida… a realidade de cada um de nós. Com um leve sopro, com certeza o do Espírito Santo, deixamos a nossa terra, e vimos com uma mochila carregada com o imprescindível e embarcando nesta “aventura comboniana” de encontro, caminho, oração, gozo e VIDA EM ABUNDÂNCIA.

Uns estavam a procura da alegría do encontro, outros dum conhecimento mais profundo de Comboni e de ir às raízes duma vocação já definida, outros com os olhos e o coração bem abertos para descobrir o sonho de Deus para eles, outros a procura da coragem para dizer “sim”… Para todos e cada um, o Senhor já tinha preparado algo novo. Comboni, o caminho e a comunidade, ajudaram a que a mensagem chegasse a bom porto.

1º e 2º dia: Verona (5 e 6 de Agosto)

radio verona-horzDepois de dias de viagem (os portugueses chegavam numa carrinha na que cruzaram Portugal, Espanha, França e Itália) encontramo-nos todos. Os jogos de apresentação, as questões logísticas e, algumas das primeiras chaves deste ‘campo’ foram: mudar o olhar para ver mais além do evidente; abrir os ouvidos para poder entrar no profundo; dispor as mãos para afagar, acompanhar e trabalhar; libertar o olfato para perceber a VIDA em todos os lugares e saborear tanto os sofrimentos como as alegrias que íamos partilhar nos dias que vinham.
Em Verona encontramo-nos com séculos de história diante dos nossos olhos, história da humanidade e da familia comboniana: a urna com os restos mortais de Comboni, a casa Mãe dos combonianos, o Instituto de D.Mazza (onde Comboni cresceu, descobriu a sua paixão por Cristo e pela missão africana, e onde sofreu as primeiras cruzes), a Igreja de Santa Maria in Organo e a Casa Mãe das Combonianas.

Para além disso, o passado mais recente, o presente e o futuro da familia comboniana: o museu africano com a exposição do padre e médico comboniano Giuseppe Ambrosoli (em processo de beatificação por uma vida entregada a Cristo e ao povo ugandês), as instalações da revista Nigrizia, da Afriradio e da televisão comboniana.

3º, 4º e 5º dia de caminho:  S. Pietro in Cariano – Caprino Veronese – Santa Maria della Corona (7, 8 e 9 de agosto) caminhada limone

Depois de Verona, começou um caminho que transformou-se em uma metáfora encarnada. Um caminho por vezes simples, dominado pela monotonia da planície e do alcatrão; caminho com ladeiras, difíceis, por vezes pesado, onde agarrar-se a cruz e carregar com ela foi a melhor maneira para descobrir a bênção de “sermos levados” quando as nossas forças já estavam esgotadas.

Um caminho para percorrer como grupo, a orar, a comtemplar, a cantar, a rir, a sofrer. Um caminho para ir em silêncio e descobrir que ele estava cheio de medos e de certezas, de sombras e de muita luz.

Um caminho percorrido com a firmeza e a segurança transmitidas por aqueles que estavam a guiar-nos e, as vezes, dominado pela incerteza daquele que não conhece e não confia no guia, o qual nos levou a fazer quilómetros a mais e a esgotar as forças, a água e os víveres.

Um caminho restituído pela ajuda daqueles que estavam a nossa espera com alegria, com água fresquinha para beber e lavar, com a comida recém-feita e com o “colchão” para descansar, com as gazas e o iodo para curar, sendo este um testemunho humilde e claro do serviço e da entrega.

maria de la coronaUm caminho com os olhos fixos na cruz, que nos fazia continuar sempre em frente (embora as dificuldades e o cansaço) e que nos levava até ao Coração de Jesus, pela intercessão de Maria.

E além de caminhar…Também tivemos tempo para refletir e partilhar o que percebíamos sobre “Missão” (ajudados pelo Espírito para perceber todas as línguas, com certeza!); o testemunho apaixonado e revolucionário do padre Filo, missionário no Chade; o ‘concerto-oração’ com sotaque português e coração missionário; o sacramento da reconciliação, o terço e a meditação silenciosa para acompanhar com Maria algumas das situações de dor do nosso mundo.

6º, 7º e 8º dia: Limone (10, 11 e 12 de Agosto)

lago di garda

Com o caminho feito, os pés doloridos e o coração alargado, a terra prometida aguardava-nos. Desde Caprino em autocarro até Malcesine e daí, em barco até Limone, a sulcar o Lago di Garda como tantas outras vezes já fê-lo Comboni e a cantar a plenos pulmões “África ou morte!”.

À nossa chegada, o padre Manuel e o irmão António deram-nos um caloroso acolhimento, partilhando assim, o que aprenderam nos povos em que estiveram em missão, respetivamente: Congo e Brasil.

Limone cheira a santidade cotidiana, ao amor aprendido na simplicidade do lar, ao sacrifício e ao esforço, à Domenica e a Luiggi… Limone está rodeado pelo lago e pelas montanhas. Mas o olhar infinito de Daniel intui-se por todas os lugares: no topo das montanhas onde gritamos “ÁFRICA OU MORTE”, na beira do lago onde sentimo-nos como aqueles da Galileia…

Em Limone percebemos melhor aquilo que Daniel tem de místico e de profeta, de homem de oração e de ação, de olhar para o alto e de pés na terra. Desfrutamos do silêncio do retiro onde Deus parecia mover os nossos corações mais do que nunca. Celebramos a Eucaristia em comunhão com todos os povos da terra (em especial com aqueles que estão a sofrer a violência da guerra). Damos as graças, unidos aos nossos irmãos e irmãs pelo dom da fé e da vocação como missionárias e missionários combonianos.

Em Limone sentimos que Comboni ria, festejava e rezava connosco. Dessa forma, fixando sempre os olhos em Jesus, amando-O ternamente, Daniel convidava-nos a continuar o seu sonho apaixonado de levar a Boa Nova do Evangelho aos mais pobres e abandonados da Terra.

eucaristia limoneDaniel, a tua obra não morreu! Após 132 anos continua a viver! 132 anos e continua a apaixonar os  nossos corações! 132 anos e continua a haver povos que estão a espera de homens e mulheres santos e capazes de entregar a vida por amor a humanidade e a Jesus Cristo! 132 anos da tua morte e no 10º aniversário da tua canonização queremos gritar contigo: ÁFRICA OU MORTE!

OBRIGADA!

Beatriz Padrón

 

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COM O MANDATO DE JESUS NO CORAÇÃO: “IDE, PROCLAMAI!”

EScuteiros -crianças- Machado VazNo dia 27 de abril, estivemos com os escuteiros da nossa paróquia Santo António das Antas no Porto, no bairro social Machado Vaz, que faz parte da paróquia. Foi uma tarde de Missão na alegria e na partilha com as crianças. Ao início apareceram poucas, depois foram-se aproximando outras, tendo chegado a quase 20 crianças! suelyn

Fizemos jogos, corremos, cantamos, brincamos… pela nossa parte, foi uma primeira aproximação deste bairro, pois o objetivo é ganhar a confiança das crianças, dos pais e fazer um bonito e alegre trabalho de evangelização com mandato de Jesus no coração:

“Ide, proclamai o Evangelho a toda criatura”

Irmã Suelyn e irmã Beta – Porto

Uma assembleia rica de vida partilhada (Missionárias Combonianas)

Asamblea pro.2013 158“Simplesmente, fazer o que Ele faz: sê primeiro entre os teus irmãos no amor; não esperes ser amado, ama primeiro. Dá o primeiro passo.”

 Card. Jorge Bergoglio (papa Francisco) Vigília Pascal, 2013

Dar o primeiro passo na comunhão activa e autoimplicativa ao interno da Família Comboniana. Este um dos principais desafios saídos da nossa assembleia em Madrid, (irmãs missionárias combonianas, provenientes de Portugal, Espanha Inglaterra, França e Alemanha) onde estive de 2 a 7 deste mês de Abril.                                      

Desafio aceite em consequência da reflexão feita em conjunto com o responsável dos Missionários Combonianos em Portugal, Pe. Alberto Silva, e o responsável dos Leigos Missionários Combonianos a nível Internacional, o sr. Alberto de la Portilla, que participaram todo o tempo no encontro.

Na sua comunicação, o Pe. Alberto Silva sublinhou a importância do nosso testemunho como família comboniana, que nos torna mais coerentes e credíveis.

Por sua vez, Alberto de la Portilha deixou bem claro que enquanto outros Institutos e Congregações procuram caminhos de partilha do carisma com os Leigos, e as riquezas que daí possam advir para a propria compreensão do carisma, “ nós como combonianos devemos percorrer um caminho diferente: Comboni já concebeu o seu trabalho para a missão desde a catolicidade da Igreja, acima de países e também acima da vocação específica de cada um, seja religiosa, sacerdotal ou laical, desde o início, coloca todos a trabalhar, com as responsabilidades divididas por igual e cria equipes de leigos, padres, irmãs, pessoas de um e outro pais. Devemos isso à inspiração carismática Comboni na sua visão da Igreja Missionária além da sua intuição missionaria.” E acrescentou que  não conseguiremos entender o que significa ser combonianas/os se não nos damos espaço mutuamente na reflexão e partilha de vida concretas.

Uma assembleia rica de vida partilhada, de intuições que apontam caminhos novos ao ritmo da missão como comunhão. Comunhão de identidades especificas qAsamblea pro.2013 160ue crescem ao relacionar-se mutuamente, que se tornam sacramento daquele Deus que é família que de  todos vai à procura, para incluir e tornar participantes do Seu Amor. 

Um obrigado de coração a todas e todos os que nos acompanharam com amizade e a oração. O Senhor nos conceda de darmos o primeiro passo uns em relação aos outros para melhor o darmos até quem mais precisa de vida e da Vida em abundância.

Ir. Carmo Ribeiro