Nossos Origens e precessoras!!!

Daniel Comboni, depois da primeira experiência missionaria na Africa, reconhece o imprescindível papel da mulher na obra da Evangelização. A  “Pérola Negra”, como ele chamava a este continente, só alcançará o seu objectivo evangélico de libertação e redenção, se encontrar mulheres capazes de entregar e partilhar a vida da gente africana. Comboni, profeta apaixonado por Cristo e por sua missão em África, adverte a urgência e a necessidade de integrar a mulher consagrada na missão evangelizadora da Igreja, reconhece que a sua presença “constitui um elemento essencial e indispensável para a difusão da fé na África Central”.

Consciente da importância e do valor da mulher, ele proclamava já no século XIX, que este “Este é o século da mulher católica da qual a Providência se serve como de verdadeiros sacerdotes… Elas são o braço do ministério evangélico, colunas da missão estrangeira…”.

Comboni, procura, chama e encontra as suas companheiras e colaboradoras da missão. É Deus que as convida para serem juntos a ele as protagonistas de uma missão sem fronteiras.

Elas são as fundadoras da obra feminina, as bases sólidas, as pedras escondidas sobre as quais se constrói um grande projecto de amor; mulheres simples, mas pilares fortes e diferentes para dar vida ao novo Instituto.

“Piedosas Madres dos Negros” foi o nome dado por Comboni às suas irmãs, porque a sua tarefa será a mesma das mulheres do Evangelho; acompanhar constantemente  Jesus presente nos irmãos e irmãs africanas. Estas piedosas mulheres Teresa Grigolini, Giuseppa Scandola, Marietta Caspi, Concetta Corsi e Vittoria Paganini que viveram passo a passo a vida dos africanos, foram testemunhas fiéis do Cristo.

Compassivas, generosas e abertas a participar das alegrias, e sofrimentos do povo  onde foram enviadas, para juntos construírem a      paz, a fraternidade, a justiça e a liberdade. Piedosas sim, porque elas foram capazes de transformar-se e de transformar o meio onde viveram por amor Àquele que as chamou a serem discípulas e mães, geradoras de vida plena e ressuscitada.

Comboni quis que as suas irmãs fossem “santas e capazes”: com um coração grande, cheio de amor por Deus e pelos africanos. Mulheres autênticas, com grande capacidade de adaptação e de aprendizagem; mulheres erguidas, dignas, conscientes da sua missão e identidade; sem medo do presente, nem do futuro, porque a obra é de Deus e Ele é quem a sustenta e a confirma passo a passo.

O sonho de Comboni realizou-se em 1877, quando na sua sétima viagem para a África, levou consigo as cinco primeiras irmãs. Ele mesmo afirmará: “Dada à importância do meu Vicariato e vista a missão da mulher católica no século actual, estou orgulhoso de ter instituído em Verona a nova congregação das Pias Mães  da Nigrízia, que se destaca entre as obras que fundei pela sua importância e pelos seus bons resultados” (Escritos n°4466)

Comboni deu o primeiro passo levando as irmãs consagradas para uma missão tão difícil e distante, mas cheia da presença e do amor de Deus. “Eu fui o primeiro a fazer com que colabore no apostolado da Africa central o omnipotente ministério da mulher do Evangelho e da irmã da caridade, que è o escudo, a força e a garantia do ministério do missionário”. (E 5284) Acreditar na mulher e nos seus valores e capacidades, levou-o a desafiar o seu tempo, Comboni advertiu que a missão da mulher era a de ser “educadora da humanidade”.

Imagem1Como conhecedor dos povos africanos, afirmava também: “A libertação da grande família africana, depende quase totalmente da mulher africana”. Ninguém melhor, para compreender a mulher, que a própria mulher (as irmãs) e assim entrar no seu ambiente e na sua cultura, de modo a trabalharem juntos na grande obra de Deus de “salvar a África por meio dos africanos”.

Estas primeiras cinco “Piedosas Mães dos Negros da África” caminharam por lugares desconhecidos e incertos, mas com a certeza da chamada de Deus, e da sua presença . Elas, alimentadas pela fé, foram os primeiros pilares da missão com rosto feminino na “pérola negra”. Teresa, Marietta, Giuseppa, Victoria e Concetta; cada uma no seu apostolado descobriu  Cristo presente nas pessoas. A sua condição de mulheres lhes permitiu entrar, permanecer e partilhar a vida e o pão, a carestia e a fome, a violência da guerra e a festa.

O sonho iniciou-se em Verona-Itália em 1872; ali nasceu o Instituto das “Piedosas Madres dos Negros”, Instituto exclusivamente missionário para o serviço dos mais pobres e excluídos da África. Teresa Grigolini, Giuseppa Scandola, Marietta Caspi, Concetta Corsi e Vittoria Paganini iniciaram a realização do sonho de ter mulheres, irmãs e mães piedosas para trabalhar na evangelização de África.

Elas foram amigas, irmãs, conselheiras, mestras e, sobretudo mães. Na mútua solidariedade com os africanos encontraram refúgio, sossego, sofrimento, morte, mas também  alegria e felicidade

São 140 anos da realização do sonho de Comboni. Por ser obra de Deus ela continua e se fortalece. Queremos por isto dar a conhecer o perfil das nossas primeiras irmãs combonianas. Elas iniciaram o sonho, nós o continuamos realizamos juntos e com a ajuda das pessoas onde estamos. Para quem vive connosco este grande ideal de Comboni de “Salvar a África com a África” encontra nas primeiras irmãs combonianas, as suas amigas, irmãs e intercessoras na missão e no discipulado de Cristo.

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